Ventiladores e música nos estábulos de pré-ordenha, ordenha e também em outros setores de uma propriedade onde se produz leite são ações do manejo humanitário que contribuem para que o animal manifeste todo o seu potencial zootécnico e, consequentemente contribua para o aumento de produtividade. Além destas, o compost barn também faz parte da lista de ações do manejo humanitário.
O Tambo Chiavassa é um exemplo de gestão e de manejo humanitário que os integrantes da Missão Técnica Famato/Senar – Argentina 2015 tiveram a oportunidade de conhecer. Com quatro turnos de trabalho, 45 empregados e 1.080 vacas em ordenha, a propriedade é dividida em unidades produtivas. "Todas têm que dar lucro", ressalta o presidente Carlos Chiavassa.
Ele acrescenta que leite é um negócio de centavos e, por isso, todos os detalhes são importantes. "Investimos em tecnologias, nas ações de manejo humanitário, capacitação e todos os tipos de ações que possam contribuir para termos mais rentabilidade no negócio".
O coordenador de projetos Técnicos do Senar-MT, Wlademiro Neto, que é médico veterinário mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), explica que o compost barn favorece o conforto dos animais, reduz os problemas de casco e favorece o controle do estresse térmico permitindo que o animal manifeste todo o potencial zootécnico.
Neto explica que esta ação é simples e pode ser implantada em todos os estábulos da propriedade. O processo consiste na união de um bom solo com algum tipo de ingrediente que absorve líquido mais as fezes e urina dos animais. "Tudo isso forma uma camada que deve ser removida e misturada duas vezes por dia com o trator. Isso garante a aeração e a respiração anaeróbica transformando o piso numa composteira, ou seja, num solo bem fofo que vai proporcionar bastante conforto ao animal".
Além deste exemplo, os integrantes da Missão Técnica Famato/Senar – Argentina 2015 também tiveram a oportunidade de conhecer nesta quarta-feira (22.07) o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, instalado em Rafaela, na Província de Santa Fé (AR). Apesar da realidade de clima ser diferente, os produtores de Mato Grosso trocaram muitas informações durante com os pesquisadores argentinos.
Com 15 Centros onde se desenvolve o conhecimento, 50 estações experimentais, o Inta é uma das entidades que além da pesquisa também investe em capacitação. O Instituto tem ainda 320 agencias de extensão rural, 5 centro de pesquisa e 16 institutos. "Nosso principal objetivo é fazer com que a pesquisa e a extensão rural caminhem juntos e na mesma direção", ressalta o engenheiro agrônomo e diretor do Inta, Jorge Luis Villar Escurra.
Ele conta ainda que a falta de mão de obra é uma grande preocupação não só do Inta, ou da Argentina, como de muitos países no mundo. "Fazemos muitas ações para incentivar a capacitação e formar líderes", destaca o agrônomo.
Segundo ele, uma destas ações é voltada para as crianças de nove e 10 anos que tem o setor produtivo como uma matéria escolar. "Recebemos pelo menos 3 mil crianças por ano. O resultado é fantástico. Temos profissionais trabalhando no setor que contam que escolheram a profissão durante a visita feita ao nosso Instituto".
Para o produtor rural e vice-presidente do sindicato rural de Juara, Etso Rosolin, que participa da visita à Argentina, esta missão técnica é uma oportunidade de ver novidades e de fazer comparações. "Ao conhecer outra realidade podemos analisar o que estamos fazendo certo e onde estamos errando". Rosolin recomenda aos produtores rurais participar destas viagens técnicas sempre que tiverem outra oportunidade.
O Senar-MT faz parte de um conjunto de entidades que formam o Sistema Famato. Essas entidades dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais do Estado. É formado ainda pela Famato, Imea e pelos 89 sindicatos rurais do Estado. O Senar está no Facebook e no Instagram. Curta a Fan Page www.facebook.com/SenarMt e a conta @senar_mt.