Os alunos do curso técnico em Agropecuária da Escola Agrícola do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) unidade Ranchão, de Nova Mutum, participaram nesta sexta-feira (24) do “Dia de Tecnologia no Campo: da semente à colheita”, no Centro de Treinamento do Senar MT, em Sorriso.
A ação proporcionou uma experiência completa e aprofundada sobre as tecnologias que estão transformando a produção agrícola, conectando conhecimento técnico, inovação e prática em um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Ao longo do dia, os estudantes vivenciaram uma jornada dentro do sistema produtivo agrícola, passando por etapas que vão desde o preparo do solo, escolha de sementes e biotecnologia, até o manejo da lavoura, aplicação de insumos e colheita mecanizada. A programação contou com o apoio de instituições e empresas do setor, como Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro) e Bayer, fortalecendo a integração entre ensino, mercado e produtores rurais.
A aula de campo proporcionou aos alunos a oportunidade de sair da teoria e vivenciar, na prática, o funcionamento do agro moderno.
O gerente de Educação Formal do Senar MT, Pedro Souza, enfatizou que o evento foi pensado para ampliar a visão dos estudantes sobre a dimensão do setor agropecuário.
“Queremos mostrar para esses alunos, que estão no início do curso, a grande diversidade de áreas dentro da agropecuária. Desde biotecnologia e melhoramento genético, até o uso de máquinas modernas e drones. É um leque enorme de possibilidades”, destacou.
Ele também ressaltou a importância da experiência prática no engajamento dos alunos.
“Além das demonstrações, eles tiveram a oportunidade de subir nas máquinas, conhecer os equipamentos de perto e vivenciar essa tecnologia. Isso gera motivação, dá um ‘gás’ e ajuda o aluno a visualizar seu futuro dentro do agro”, afirmou Pedro.

A supervisora regional do Senar MT, Mayara Bogo, destacou que a iniciativa também aproxima os estudantes das entidades que compõem o sistema produtivo.
“Essa visita técnica permite que os alunos conheçam, de fato, como funciona o sistema, o papel do sindicato e a atuação do Senar MT junto aos produtores. É uma ponte que conecta a escola ao campo, fortalecendo esse relacionamento e preparando melhor esses jovens. Eles estão vendo de perto o que é tecnologia no campo, como funciona o dia a dia da produção e quais são as exigências do mercado e isso sso agrega valor à formação”, afirmou.
Centro de Treinamento oferece estrutura de ponta
Durante a visita, os alunos conheceram de perto a estrutura do Centro de Treinamento do Senar MT em Sorriso, referência na capacitação profissional rural.
O supervisor da unidade, Rômulo da Silva Ribeiro, explicou como funciona a rotina de treinamentos e a importância da prática.
“No centro de treinamento, os alunos têm contato com máquinas agrícolas de alta tecnologia, como colheitadeiras, pulverizadores e tratores equipados com piloto automático e telemetria. Os cursos unem teoria e prática, permitindo que o aluno saia preparado para operar esses equipamentos com eficiência”, destacou.
Segundo ele, a procura por qualificação tem crescido justamente pela evolução tecnológica no campo.
“O mercado está cada vez mais exigente. Não basta apenas saber dirigir uma máquina, é preciso entender toda a tecnologia embarcada. E é isso que nós oferecemos aqui: uma formação alinhada com a realidade do agro atual”, afirmou.
Para muitos estudantes, essa foi a primeira experiência prática em uma estrutura profissional do agro, o que amplia a visão sobre as possibilidades de carreira.
O coordenador e diretor da Escola Agrícola do Senar MT, unidade Ranchão, José Paulo, ressaltou que o objetivo é despertar nos alunos o interesse e a visão de futuro dentro do setor.
“Estamos trazendo os alunos do primeiro ano justamente para que eles tenham esse primeiro contato com as tecnologias e com o mercado. Aqui eles conseguem enxergar as oportunidades e entender que o curso técnico pode abrir portas em diversas áreas dentro do agronegócio”, explicou.
Ele também destacou o impacto de exemplos reais. “Hoje eles viram ex-alunos da escola já inseridos no mercado de trabalho, atuando na área. Isso motiva e mostra que é possível construir uma carreira sólida a partir da formação técnica”, pontuou.

Drones e agricultura de precisão ganham espaço
Outro ponto alto da programação foi a demonstração de drones agrícolas, evidenciando o avanço da agricultura de precisão.
Os alunos conheceram aplicações como pulverização de insumos, distribuição de sementes e monitoramento de lavouras. A tecnologia, que está em expansão, exige profissionais qualificados, especialmente na interpretação de dados e na tomada de decisão agronômica.
O especialista em drones agrícolas e sócio da Fênix Aero Agro, Henrique Bartto Pinto, destacou a importância de levar conhecimento sobre essa tecnologia aos futuros profissionais do setor.
“Essa é uma área muito nova e que ainda carece de mão de obra especializada. Por isso, é fundamental que esses alunos tenham contato com essa tecnologia e entendam como ela funciona no dia a dia do campo. “Hoje nós mostramos como o drone opera, seus principais componentes e como é o uso no campo. Não é difícil operar, mas é essencial ter conhecimento técnico para trabalhar com qualidade”, explicou.
Segundo ele, o avanço dessa tecnologia abre novas possibilidades para os técnicos em agropecuária. “O mercado de drones está em expansão e deve crescer muito nos próximos anos. Precisamos de profissionais qualificados, principalmente na parte agronômica, que envolve fatores como clima, vento, altura de aplicação e qualidade da operação”, pontuou.
A vivência no campo deixou impressões positivas entre os alunos, que destacaram o aprendizado e o contato direto com a realidade do agro.

A estudante Maria Clara Pacheco ressaltou a descoberta de novas áreas. “Foi uma experiência muito diferente e enriquecedora. Aprendi sobre máquinas, biotecnologia e sobre o campo. É algo que vai fazer muita diferença na nossa formação”, afirmou.
Já o aluno Alex Campos destacou o interesse pelas tecnologias apresentadas. “Gostei muito da parte dos drones e do manejo na lavoura. Isso ajuda a gente a entender melhor como funciona na prática e como podemos atuar no futuro”, disse.
Outros alunos também destacaram a oportunidade de conhecer máquinas por dentro e vivenciar atividades que até então só tinham visto em sala de aula, reforçando o impacto da experiência.







