O Instituto Cavalgar, em Campo Verde, segue registrando resultados positivos por meio do trabalho desenvolvido na equoterapia. No mês de janeiro, um dos casos acompanhados pela equipe multidisciplinar chamou a atenção pela evolução apresentada ao longo do tratamento.
O praticante Luiz Felipe Lorran Oliveira da Silva, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível de suporte II, iniciou o acompanhamento com desafios importantes relacionados ao equilíbrio, atenção e comunicação. No início das atividades, apresentava comportamento não verbal, ansiedade elevada, dificuldade em compreender regras e lidar com frustrações, além de agitação diante de situações novas e estímulos sonoros.
Segundo a equipe técnica do Instituto Cavalgar, o início do tratamento foi marcado por insegurança e resistência às atividades propostas. O praticante demonstrava dificuldade em controlar emoções e interagir com os profissionais, além de apresentar crises ao longo das sessões.
Com o avanço das intervenções, que incluem exercícios de mobilidade, fortalecimento muscular, equilíbrio, alinhamento postural e atividades lúdicas voltadas ao estímulo cognitivo e emocional, Luiz Felipe passou a apresentar melhorias significativas. As sessões também incluíram estímulos em ambientes externos, como passeios no bosque e no parque, contribuindo para a redução da ansiedade e ampliação das experiências sensoriais.
De acordo com o relatório do Instituto, o praticante evoluiu de forma expressiva, alcançando maior autonomia na execução das atividades, melhora no equilíbrio e na coordenação motora, além de avanços importantes na regulação emocional. Ele também passou a compreender regras, aguardar sua vez e interagir melhor com a equipe.
Outro destaque observado foi o desenvolvimento da comunicação. Luiz Felipe começou a emitir palavras como “cavalo”, “tchau” e “oi”, ampliando sua capacidade de expressão e interação tanto durante as sessões quanto no ambiente familiar.
A equipe ressalta que a combinação das intervenções físicas, emocionais e sociais proporcionadas pela equoterapia foi fundamental para os avanços observados. Apesar da evolução, o acompanhamento segue sendo essencial para dar continuidade ao desenvolvimento do praticante.
O caso reforça o impacto positivo da equoterapia como ferramenta terapêutica, contribuindo para a qualidade de vida e o desenvolvimento integral de crianças atendidas pelo Instituto Cavalgar.
Texto e foto: Assessoria Sindicato Rural de Campo Verde.
