Membros da nova diretoria do Sindicato Rural participam de integração com a Famato

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Os membros da nova diretoria, que estará à frente do Sindicato Rural de Tangará da Serra a partir de julho, se reuniram na manhã de sábado (08/05) para integração sobre as principais atividades desenvolvidas pela entidade em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). Além disso, também foram alinhadas outras pautas importantes para o próximo triênio, como a estratégia PCI (Produzir, Conservar e Incluir).

O presidente da chapa “Produzindo Conexões”, Romeu Ciochetta, abriu a reunião falando da importância do encontro e dos assuntos que seriam tratados. “Hoje é um dia de muito aprendizado. Pode ser que seja muita informação para alguns que ainda não conhecem, mas é importante estarem por dentro de como funciona o Sistema Famato, o Senar, Imea, AgriHub, etc. Precisamos ser multiplicadores e levar informação, capacitação e soluções ao produtor rural”, explicou.

Famato

Na sequência, o presidente da Famato, Normando Corral, que também é membro da nova diretoria, iniciou a apresentação sobre a Federação, destacando pontos importantes sobre o sistema que articula interesses do agro em âmbito regional e nacional, representando mais de 33 mil produtores em Mato Grosso. Ele ainda destacou o sistema sindical, dizendo que dentre os 141 municípios no Estado, 93 possuem Sindicatos Rurais.

“A Famato atua em diversas áreas, como meio ambiente, agricultura, pecuária, logística, fundiário, trabalhista e tributário e tem uma representatividade muito importante também nos conselhos estaduais, como por exemplo no conselho diretor do Fundo Estadual de Transportes e Habitação – Fethab. Mas as vezes é difícil levar informação de qualidade a toda sociedade e fazer com que conheçam tudo que o Sistema faz. Então é muito importante esta gestão iniciar desta forma, mostrando e explicando como funciona a Famato, para que possam se planejar melhor de como irão atuar representando a classe produtora nesta região”, destacou Normando Corral.

Senar-MT

A próxima apresentação na reunião ficou por conta de Wlademiro Neto, que é coordenador técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

“O Senar leva a resposta para o campo através da educação com Formação Profissional Rural – FPR, Promoção Social, Assistência Técnica e Gerencial e Educação Formal. São mais de 25 anos de atuação e mais de 55.859 eventos realizados, totalizando mais de 1.133.710 pessoas atendidas. Ao todo, o Senar possui mais de 350 treinamentos disponíveis ao produtor rural com mais de 309 instrutores credenciados”, exemplificou Neto.

Ele ainda ressaltou sobre a Faculdade CNA, que este ano abriu um polo em Tangará da Serra e é a primeira faculdade voltada exclusivamente para o agronegócio, com quatro cursos tecnólogos disponíveis: Gestão de Recursos Humanos; Gestão Ambiental; Gestão em Agronegócio e Tecnologia em Processos Gerenciais. A duração varia entre dois e três anos, a depender do curso escolhido. “O Sindicato Rural de Tangará da Serra fez um trabalho excelente de comunicação e ficou em quinto lugar no ranking do Brasil em questão de números de alunos matriculados no primeiro semestre. E já existe uma fila de alunos para se matricularem no próximo semestre”.

Imea-MT

Daniel Latorraca, economista e superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), fez sua apresentação para a diretoria do Sindicato, falando sobre a forma de trabalho do Imea, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento sustentável do agronegócio Mato-Grossense através da geração e compartilhamento de conhecimento econômico. Ele também falou sobre a equipe multidisciplinar que atua no Instituto a nível estadual, mas fazem análises nacionais.

“Quando criamos o Imea, há 23 anos, a ideia era subsidiar a Famato com relatórios mas em 2008 nos tornamos uma instituição sem fins lucrativos. Contamos um corpo técnico multidisciplinar formado por 33 pessoas que realizam levantamento, tratamento e análise de dados micro do agronegócio de Mato Grosso. São divididos em sete macroregiões por conta do tamanho do Estado e os principais mercados possuem uma abrangência de 100% de Mato Grosso com dados a nível municipal. Possuímos contatos de mais de 30 mil pessoas e todos os Sindicatos Rural possuem acessos aos dados”, destacou Latorraca, que ainda ressaltou que atualmente estão investindo no Imea Digital, para aumentar a capilaridade e a aproximação e cuja estratégia é intensificar a utilização da ferramenta, disponibilizando todos os relatórios públicos dos novos projetos na nova área de “Lançamentos” da plataforma.

AgriHub

O Agrihub foi apresentado por Eloiza Zuconelli, que também faz parte da chapa “Produzindo Conexões” e é a líder de Fazendas Alfa no projeto. Ela contou que no ano passado teve o privilégio de ser convidada para compor o time e explicou um pouco mais sobre como ele funciona.

“O HUB significa conexão, onde a função é justamente essa, de conectar o produtor às soluções necessárias. E são diversas formas de trabalho: difusão tecnológica, inovação aberta e orquestramento setorial. Sobre a difusão tecnológica, temos a rede de Fazendas Alfa, onde esse assunto é de responsabilidade minha. 90% dos produtores são abertos ao novo, dão valor à pesquisa e são visionários, dentre outras características. É papel dos produtores rurais elevar e valorizar o sistema educacional e os professores. A partir da rede, estamos focando no mapeamento dos problemas na visão dos processos, sendo construído com os produtores rurais. No primeiro semestre faremos sobre a produção vegetal e no segundo semestre sobre a produção animal”, disse.

Ela ainda continuou e disse que após o mapeamento dos problemas, vem o mapeamento das soluções tecnológicas, onde o primeiro momento é conversar com 1.200 startups para buscar soluções para os produtores dos problemas levantados. A terceira etapa é a plataforma de apoio à decisão onde a solução é individual de acordo com o nível de maturidade das respostas inseridas na plataforma. O papel do Agrihub é ser na essência a conexão entre a startup, problemas  e soluções e não da criação de fato da solução.

PCI

O Estado de Mato Grosso por meio de seu governador lançou na Convenção do Clima (COP 21) realizada em Paris em dezembro de 2015, a “Estratégia: Produzir, Conservar e Incluir”, com o objetivo de captar recursos para o Estado de Mato Grosso objetivando a expansão e aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal, a conservação dos remanescentes de vegetação nativa, recomposição dos passivos ambientais e a inclusão socioeconômica da agricultura familiar e gerar a redução de emissões e sequestro de carbono de 6 GTonCO2, mediante o controle do desmatamento e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Na reunião de sábado (08), o consultor Jair Kotz esteve presente para falar mais sobre o assunto e explicou que dentre os objetivos do PCI, a parte da inclusão, tendo como exemplo a agricultura familiar, precisa ser um dos focos do Sindicato Rural.

“Estamos institucionalizando o PCI pela capacidade de captar recursos para estar implementando projetos. Nas metas que o estado assumiu, algumas já estão avançando bem. O objetivo do programa é juntar os esforços locais, externos (estado, união ou fora do país) no sentido de que a região vai discutir e implementar ações de sustentabilidade, pensando a longo prazo”, explicou Jair, que ainda acrescentou que a Famato, a Embrapa e a Acrimat são alguns dos parceiros do projeto.