Produtores do projeto Fazenda Pantaneira Sustentável adotam medidas para produzir na seca

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A estiagem tem castigado o Pantanal mato-grossense e isso tem sido um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores rurais. Em algumas regiões, a seca já provocou a morte de animais e danos ao meio ambiente, além de tirar o sono de pecuaristas e agricultores que dependem da renda da atividade.

 

Nesse período de seca, produtores rurais do bioma Pantanal se esforçam para manter a produção. Uma das estratégias da fazenda São Benedito, no município de Itiquira, tem sido a utilização de silagem, viabilizado pelo custo e pela logística. O produtor Bernardo Rietjens tem conseguido fornecer também mineração de sal proteico por categoria animal, alimentação através de cochos móveis com ração balanceada e sal proteinado em cocho de linha.

 

A propriedade é assistida pelo Projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (PFS), desenvolvido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Embrapa Pantanal, que consiste em fazer diagnósticos ambientais, sociais e econômicos em cada uma das quinze propriedades rurais participantes do projeto.

 

Segundo Bernardo Rietjens, a produção no Bioma Pantanal representa um grande desafio para os produtores, pois as alternativas estratégicas de manejo e alimentação muitas vezes não podem ser pré-determinadas, mas sim adaptadas em cada fazenda, ou seja, dentro das especificidades e diversidades ecológicas de cada região.

 

Na Fazenda Esperança, em Santo Antônio do Leverger, por exemplo, a estratégia é o planejamento na compra de sal de mineral, tendo em vista as más condições das estradas de acesso ao Pantanal. O feno é uma ótima opção no enfrentamento da seca. A limpeza de bebedouros também tem sido de extrema importância para o consumo dos animais.

 

Seguindo as recomendações dos técnicos do projeto FPS, o produtor rural Raul Amaral, tem feito a coleta de ossos de animais mortos nas pastagens e a construção de um cemitério para recebe-los. A ingestão ou contato com ossos de animais mortos pode causar botulismo, uma doença grave que levar à morte do animal infectado.

 

Os pantaneiros já estão acostumados a conviver anualmente com dois cenários distintos. O de cheia, quando as águas chegam até bem perto das propriedades, e o da seca, como agora. Entretanto, a estiagem a cada ano está mais severa e a solução é buscar alternativas para conseguir alimentar o gado.

 

Na Fazenda Fartura, o produtor Roque Teodoro, de Itiquira, intensificou a construção de aceiros. Ele considera ser um manejo eficiente na prevenção do fogo nesse período de seca severa. A Toca do Nelore, também em Itiquira, optou pelo feno para garantir a alimentação do gado, assim como a manutenção de água de tanque através do sistema de energia solar.

 

SITE – Para saber mais sobre o projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS) acesse o site: https://fps.sistemafamato.org.br/