Lançado nesta quarta-feira (4) em Brasília pelo Governo Federal, o Plano Safra da Agricultura Familiar para 2012/13 reservará uma fatia maior de recursos para os programas voltados à produção de alimentos no Brasil. Serão R$ 22 bilhões e a meta é aperfeiçoar a atividade, gerar mais renda e sustentabilidade, anunciou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Atualmente, 70% daquilo que chega à mesa do brasileiro provêm da atividade familiar no campo. O setor responde por 38% da renda bruta produzida no Brasil (PIB).
De acordo com o governo, o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) vai sofrer um estímulo na próxima temporada e contará com R$ 18 bilhões para diferentes frentes. Representa um crescimento de 400% entre 2003 e 2012. Semelhante ao Plano Agropecuário lançado na última semana ampliaram-se os limites de crédito, baixaram-se as taxas de juro para atrair mais interessados.
"Colocamos mais recursos a um custo mais baixo que a safra passada. Serão R$ 18 bilhões para financiar. Nossa taxa de juros será menor ou igual a 4%, uma taxa negativa", destacou a presidente Dilma Rousseff durante pronunciamento. De acordo com ela, a construção do plano deu-se em meio a uma série de conversações com entidades representativas do setor. Elas foram ouvidas e as demandas mapeadas.
"Identificamos os aprimoramentos necessários e chegamos ao anúncio das ações que nos permitirão aumentar a produção e fortalecer a nossa agricultura", citou a chefe do Executivo Nacional.
Segundo ela, três eixos considerados fundamentais para agricultura e vão contar com estímulos: a assistência técnica, armazenagem e irrigação.