O governo decidiu aumentar o volume de recursos destinados ao financiamento da próxima safra agropecuária e reduzir o custo das operações. O pacote de medidas que será anunciada pela presidente Dilma Rousseff amanhã (28) englobará R$ 115 bilhões para financiar os produtores e a taxa de juros dessas operações será de 5,5% ao ano. O volume de recursos destinados para a safra 2012/2013 é 7,2% maior do que o liberado no ano passado. A taxa de juros, por sua vez, ficará 1,25 ponto porcentual menor do que o praticado na última safra.
Na região Centro-Oeste, que nesta safra foi beneficiada pelo clima favorável e os bons preços das commodities, a participação do crédito oficial para bancar o custeio da safra deve perder mais espaço para os recursos próprios dos agricultores e a participação das tradings e revendas, por meio de operações de adiantamento dos insumos para recebimento da produção após a colheita. Na safra passada, em Mato Grosso, os recursos próprios dos agricultores responderam por 25% dos gastos com o custeio das lavouras de soja, vindo em seguida as revendas de insumos (26%), tradings (25%) e bancos públicos e privados com (19%). As estimativas são da Agroconsult. Um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) constatou que no município de Sorriso (MT) os produtores até o mês passado compraram 94% dos fertilizantes que serão utilizados no preparo do solo para o início do plantio, que começa na segunda quinzena de setembro.
Detalhes
Os últimos detalhes do plano de safra estão sendo finalizados pelos técnicos do governo. A queda nos juros a ser cobrado nas operações de financiamento foi decidida em linha com o ciclo de redução da taxa básica (Selic), que está em 8,50% ao ano – menor patamar histórico – e que deve sofrer mais dois cortes, para fechar o ano em 7,50%, de acordo com as projeções de economistas do mercado financeiro.