Campo Grande se transforma nesta semana na capital brasileira da aviação agrícola. Entre quarta e sexta-feira (27 a 29) será promovido no aeroporto Santa Maria o Congresso Nacional da atividade. O evento é promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas do setor (Sindag).
O evento estará reunindo 60 empresas entre fabricantes de aeronaves, de softwares, de GPS e fornecedores de suprimentos, entre outros. Entre os expositores estarão presentes empresas brasileiras e dos Estados Unidos.
Segundo o presidente do Sindag, Nelson Paim, com a realização do congresso em Campo Grande, a entidade fecha um ciclo de promoção do evento que passou por vários estados do País. Ele acredita que o evento em Mato Grosso do Sul deve pelo menos repetir o público da edição de 2011, cerca de mil participantes, entre pilotos, agrônomos, empresários, produtores e prestadores de serviço de países como o Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, Espanha, Portugal e do continente africano.
"Nosso objetivo com o congresso é primeiro integrar todos os elos do setor, desde os fabricantes, passando pelos distribuidores, até os técnicos e engenheiros. A segunda meta é promover debates e discussões sobre temas relevantes ao segmento, como a gestão agrícola e segurança na aviação agrícola, que deverão ser temas deste ano", conclui.
Dados
O Brasil, segundo o Sindag, tem a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, com 1.663 aeronaves, conforme dados de janeiro deste ano do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Comercial (ANAC). O País fica atrás em número de unidades somente dos Estados Unidos, que tem aproximadamente cinco mil aviões.
A expectativa, conforme o presidente do Sindag, Nelson Paim, é que o setor mantenha em 2012 o mesmo patamar de crescimento que vem sendo registrado nos últimos anos. Entre as vantagens que estimulam a expansão da aviação agrícola estão a eliminação das perdas por amassamento, já que não roda na lavoura, maior precisão nas aplicações e redução em 90% do uso de água no preparo das caldas para a aplicação, além da rapidez do processo.
A aviação agrícola brasileira vem registrando nos últimos anos um crescimento médio de 8% ao ano, segundo estimativa do Sindag. Em média, de acordo com a entidade, estão sendo comercializados 100 aeronaves por ano, movimentando somente nas operações de venda aproximadamente R$ 120 milhões.