O Sindicato Rural de Diamantino comemorou 60 anos de fundação em uma solenidade marcada por homenagens, reconhecimento institucional e valorização da trajetória de uma das entidades rurais tradicionais de Mato Grosso. Fundado em 14 de julho de 1966, por articulação do padre Henrique Froehich, o sindicato construiu uma história ligada ao pioneirismo, à organização dos produtores e ao desenvolvimento do setor agropecuário no município.
Ao longo de seis décadas, a entidade acompanhou a transformação de Diamantino em um importante polo produtivo, com forte presença das culturas de soja e milho. O sindicato também se consolidou como espaço de representação, apoio técnico, qualificação profissional e articulação em defesa dos produtores rurais.

Ao completar 60 anos, o Sindicato Rural de Diamantino também celebra uma trajetória que caminha próxima à da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), criada em 1965 e que comemorou seis décadas de atuação em 2025. A relação reforça a importância do sistema sindical rural na organização, representação e defesa dos produtores mato-grossenses ao longo das últimas décadas.
Para o presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, a data simboliza respeito à história e compromisso com o futuro.
“São 60 anos de uma história que começou com o padre Henrique, um jesuíta gaúcho que trouxe para Diamantino a ideia do sindicalismo e reuniu pequenos produtores para formar a primeira diretoria. De lá para cá, muitas lideranças deixaram sua marca. Hoje, temos a alegria de celebrar esse legado com produtores, associados, parceiros e entidades que caminham junto com o sindicato”, destacou Kroling.
A trajetória da entidade também é marcada por fatos simbólicos. O padre Henrique Froehich, idealizador do sindicato, retornou anos depois à presidência já como bispo. Outro marco foi a gestão de Alair Schmidt, reconhecida como a primeira mulher a presidir um sindicato rural em Mato Grosso.
O diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, destacou a relevância histórica da entidade para o sistema sindical rural.

“É uma satisfação participar da celebração dos 60 anos do Sindicato Rural de Diamantino, uma entidade histórica e uma das mais antigas de Mato Grosso. É um sindicato com trajetória singular, marcada pelo pioneirismo e pela contribuição ao fortalecimento do produtor rural”, afirmou.
Ronaldo também registrou reconhecimento à atual diretoria e à presença das lideranças sindicais.
“Registro o reconhecimento ao presidente Altemar Kroling e a toda a sua diretoria pelo trabalho consistente à frente da entidade. A presença de diversos presidentes de sindicatos rurais da região reforça a importância desse momento para o fortalecimento do sistema sindical rural”, completou.
A solenidade reuniu lideranças do setor produtivo, autoridades locais, ex-presidentes e presidentes de sindicatos rurais de diferentes municípios. A programação contou com homenagens, brinde comemorativo e palestra sobre mercado financeiro e commodities.
Segundo Altemar Kroling, os desafios permanecem, mesmo em um cenário produtivo muito diferente daquele enfrentado pelos fundadores.
“Os tempos mudaram, mas o papel do sindicato continua o mesmo: lutar pelo produtor rural, buscar renda, defender o setor e apoiar quem produz. Sessenta anos não são para qualquer instituição. É uma marca que nos dá orgulho e também aumenta nossa responsabilidade com o futuro”, reforçou.

Participaram da solenidade os presidentes de sindicatos rurais Antonio Carlos, de Santo Antônio de Leverger; Aury Paulo, de Cáceres; Celso Nogueira, de Cuiabá; Bruno Farias, do Sindicato Rural de Vale do Rio Branco; Rogério Romanini, de Barra do Bugres; Jairo Souza, de Arenápolis; e Benedito Almeida, do Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento e Marcelo Lupatini, superintendente do Senar Mato Grosso.