A importância econômica da cadeia suína mato-grossense foi destacada em discurso do presidente do Sistema Famato (Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Vilmondes Tomain, no 2º Seminário da Suinocultura de Mato Grosso. Ao ressaltar o trabalho conjunto com a Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), o presidente afirmou que a cadeia suinícola é estratégica para a diversificação da produção estadual.
Durante o evento, houve a posse da nova diretoria da Acrismat para o triênio 2026–2028, com a reeleição de Frederico Tannure Filho para a presidência. A diretoria inicia o mandato em janeiro de 2026, dando continuidade às ações de fortalecimento do setor e abertura de mercados.
O presidente do Sistema Famato anunciou a ampliação de ações de apoio técnico, institucional e de mercado para fortalecer os produtores e suas organizações. As frentes incluem capacitação, inteligência de mercado, promoção comercial e melhoria do ambiente regulatório.
Um passo concreto é a instalação do escritório da ApexBrasil na sede da Famato. A aproximação com mercados globais cria condições para promoção, agregação de valor e internacionalização da suinocultura e de outras cadeias pecuárias e agrícolas.
“O escritório da ApexBrasil na sede da Famato inaugura ciclo de oportunidades. A aproximação com mercados globais favorece a promoção comercial, a agregação de valor e a internacionalização. Nossa carne suína tem qualidade e escala para ganhar o mundo”, afirma.
O seminário reuniu produtores, lideranças e especialistas para discutir mercado, produção, sustentabilidade, gestão, inovação e desenvolvimento pessoal.
Para Frederico Tannure Filho, presidente reeleito da Acrismat, apesar da cautela, o momento é de otimismo para o setor. “Temos observado um aumento per capita no consumo de carne suína. É uma grande oportunidade para o setor; ao mesmo tempo, fatores climáticos devem influenciar os custos de produção no próximo ano. ”

Mercado
O contexto de mercado é favorável. A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com 5,42 milhões de toneladas, alta de 2,2%. No 1º trimestre, foram 14,27 milhões de cabeças abatidas (+2,5%), com consumo per capita em 19 kg e custos mais baixos. As exportações ganharam fôlego com demanda de Filipinas, México, Singapura e países da América do Sul. No mundo, a produção deve alcançar 116,7 milhões de toneladas, e o comércio internacional recuar levemente.
De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), granjas relatam liquidez melhor, retomada de investimentos e custos em queda no 3º trimestre.
O evento reuniu especialistas, lideranças políticas e do setor, além de estudantes e produtores rurais. Também participaram das discussões os diretores da Famato, Ronaldo Vinha (Relações Institucionais) e Robson Marques (Administrativo e Financeiro); superintendente da Famato e Imea, Cleiton Gauer e o coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Silva.