Com um investimento previsto de R$ 125 milhões para 2025, o Governo de Mato Grosso lançou, nesta quinta-feira (27/03), no Palácio Paiaguás, o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais. A iniciativa visa fortalecer o monitoramento, a fiscalização e a prevenção dos incêndios e da exploração florestal ilegal.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) esteve presente no evento, que marcou a assinatura do decreto estabelecendo o período proibitivo de queimadas e a declaração de emergência ambiental. Também participaram representantes do Ministério Público Estadual (MPE), do Ministério Público Federal (MPF), deputados estaduais e federais, secretários de Estado e lideranças do setor produtivo rural.
“Neste ano, o Governo de Mato Grosso destinará mais de R$ 125 milhões para combater os crimes ambientais. Esse recurso poderia estar sendo investido em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura, mas somos obrigados a direcioná-lo para essa causa porque uma minoria insiste na ilegalidade, prejudicando os 98% de produtores que trabalham de forma responsável e toda a população, que, no fim, acaba pagando essa conta”, declarou o governador do Estado, Mauro Mendes, ao anunciar a destinação do recurso.
Na sequência, Mauro Mendes destacou o apoio recebido das federações que representam o setor produtivo e das associações. “Com o apoio das nossas associações e federações do setor produtivo, vamos fortalecer as ações de combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais, implementando medidas mais eficazes e garantindo que Mato Grosso continue sendo referência mundial em produção agropecuária com responsabilidade ambiental. Aqui, mostramos que é possível crescer, gerar riqueza e, ao mesmo tempo, preservar nossas riquezas naturais”, afirmou o governador.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, ressaltou a importância do combate à ilegalidade sem prejudicar os produtores que atuam de forma responsável e reforçou a parceria da Famato com o governo estadual para a implementação de medidas eficazes.
“A Famato apoia iniciativas que fortalecem a preservação ambiental sem comprometer a produção agropecuária responsável. A grande maioria dos produtores rurais de Mato Grosso trabalha dentro da legalidade, e é fundamental que as ações de fiscalização e prevenção sejam direcionadas a quem insiste na irregularidade. O setor produtivo está comprometido com a sustentabilidade, e seguiremos contribuindo para que Mato Grosso continue sendo referência mundial em produção e conservação ambiental. O Governo de Mato Grosso pode contar com a Famato para oferecer suporte técnico em levantamento de dados, mapeamento e conscientização dos produtores, garantindo que as ações sejam ainda mais eficazes.”
O Plano de Ação foi elaborado pelo Comitê Estratégico para Combate ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais e traz um conjunto de estratégias para aprimorar a responsabilização de infratores e proteger a fauna afetada pelos incêndios. Entre as iniciativas, destaca-se a criação do maior hospital veterinário da América do Sul para atendimento de animais silvestres atingidos pelo fogo.
Dados do Corpo de Bombeiros indicam que 27,5% dos incêndios registrados em 2024 ocorreram em terras indígenas, evidenciando a necessidade de maior suporte a essas comunidades. Das 86 aldeias existentes no Estado, apenas nove contam com recursos específicos do governo federal para combate ao fogo.
Para 2025, estão previstas ações como a identificação de áreas críticas, o levantamento dos municípios com maior incidência de queimadas nos últimos dez anos para direcionamento das operações, a ampliação de parcerias e o fortalecimento da cooperação entre órgãos públicos, sociedade civil e setor privado. Também serão priorizadas as Unidades de Conservação para a implementação de medidas preventivas, além da criação de Infraestruturas de Resposta Tática (ITRs), com bases operacionais estratégicas para garantir maior eficiência no combate aos incêndios.
Também participaram do lançamento o gestor jurídico Rodrigo Bressane e os técnicos Dione Castro (Assuntos Fundiários) e Tânia Arevalo (Meio Ambiente).