Mato Grosso está há 16 anos livre da febre aftosa. Com um rebanho de cerca de 29 milhões de cabeças de gado e que deverá chegar a 33 milhões de animais nos próximos dez anos, de acordo com estimativa da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o Estado tem como desafio continuar imune a doença mesmo estando próximo da divisa com países como o Paraguai, que registrou foco da febre aftosa no final do ano passado.
Conforme a médica veterinária Daniella Soares de Almeida Bueno, responsável pela Coordenadoria de Controle de Doença dos Animais (CCDA) do Instituto de Defesa Animal de Mato Grosso (Indea), pesquisa feita em 2010 pelo órgão, revelou que não há sequer incidência do vírus vivo circulando pelo Estado.
"O Estado está livre da febre aftosa graças às campanhas de vacinação e conscientização dos pecuaristas, que entendem a importância de manter a doença longe do território mato-grossense e não deixam de vacinar todos os anos", comenta.
A veterinária alerta que Mato Grosso recebe rebanho vindo de estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, que fazem divisa com o Paraguai, e por conta disso, o Indea e também os pecuaristas não devem se descuidar.
"È de suma importância que os pecuaristas não deixem de vacinar, assim como o Indea não deixa de fiscalizar. O vírus é de fácil propagação e apesar de ser pequeno, há risco sim de qualquer estado, incluindo Mato Grosso ter incidência da doença, assim como aconteceu no Paraguai", afirma Bueno.