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19/04/2013

Para 81% da população, agronegócio é muito importante

Fonte: siteadmin
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A consolidação do Brasil como um dos líderes mundiais no agronegócio começa a ter o reconhecimento também de quem vive nos centros urbanos: nada menos que 81,3% da população das grandes capitais brasileiras consideram o agronegócio como sendo uma atividade muito importante para a economia nacional. Este foi o principal resultado de uma ampla e inédita pesquisa encomendada pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com o apoio do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM, e realizada no início do ano nas 12 maiores capitais do País.

Em regiões onde o agronegócio é intenso, o percentual de pessoas que classifica como muito importante a atividade ligada à agricultura é ainda mais expressivo. No Centro-Oeste, por exemplo, a quase totalidade dos entrevistados afirma ser muito importante este setor para a economia do País. Também em Ribeirão Preto, conhecido centro agropecuário do interior paulista, o levantamento realizado pela ABAG/RP, mostrou uma avaliação 12% superior à registrada pela pesquisa em nível nacional no quesito importância do agronegócio.

Na região Sul, o percentual de pessoas que considera o agronegócio muito importante chegou a 90,1%, caindo para 81,8% no Norte; recuando um pouco mais no Nordeste, para 75%; com o Sudeste ficando em último lugar, com o percentual de 73,3% que consideram o agronegócio muito importante economicamente.

Para o presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o levantamento tem por objetivo aprimorar o nível de conhecimento e de valorização da atividade agropecuária por quem vive nos grandes centros. "Os resultados servirão para nortear nossas ações no sentido de ter uma comunicação que seja menos subjetiva e que nos ajude a entender os pontos fracos para melhorarmos o nosso relacionamento com a sociedade urbana de forma geral. A intenção é termos um trabalho mais perene e não somente pontuado por campanhas episódicas", comenta.

Para a realização da pesquisa, denominada "A Percepção da População dos Grandes Centros Urbanos sobre o Agronegócio Brasileiro", foram entrevistadas 600 pessoas de todas as classes sociais e níveis de escolaridade. Elaborado pelo Instituto de Pesquisa IPESO, o levantamento foi feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, Manaus, Belém, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre.

Outro resultado revelado pela pesquisa e que confirma o forte vínculo da população urbana com o campo é o dado que coloca o agricultor entre as cinco profissões consideradas vitais para a vida dos moradores dos grandes centros. O levantamento verificou que nada menos que 83,8% dos entrevistados consideram a profissão de agricultor muito importante para quem mora nas cidades. O ranking das profissões com melhor avaliação, segundo a pesquisa, é liderado por médico, com percentual de 97,1% dos entrevistados que a considera muito importante; seguida de professor, com 95,8%; bombeiro, 94,3%; e policial, com 83,9%.

Em termos regionais, o Nordeste é o local que mais valoriza a profissão de agricultor, considerada como muito importante para 98,2% dos entrevistados. Já considerando a divisão por classes, a avaliação do agricultor é boa de forma geral, com destaque para as classes A e B, que atingiram a marca de 87% de respostas para muito importante. O mesmo não acontece entre os jovens – com idade de 16 e 24 anos. Para 25% deles, a profissão de agricultor é pouco ou nada importante.

Numa outra parte do levantamento foi pesquisado também o grau de interesse dos entrevistados pelo tema do agronegócio. Nesse sentido, os pesquisadores do IPESO observam que o fato de o interesse registrado, no levantamento nacional, ter sido de apenas 11% se deve ao distanciamento dos moradores dos grandes centros, sobretudo São Paulo e Rio Janeiro, dos polos produtivos do agronegócio. "Prova disso, é que a Região Centro-Oeste, que está mais próxima das atividades agrícolas, registrou apenas 22% de desinteresse pelo tema", observa José Luiz Tejon, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da  ESPM.

Tejon lembra ainda que a pesquisa da ABAG/ESPM também revelou que, na comparação com outros setores da economia, o agronegócio ficou em quinto colocado no quesito "orgulho do brasileiro", mas que nas Regiões Centro-Oeste e Nordeste ele apareceu em segundo lugar nesse conceito. “O Centro-Oeste representa hoje a região brasileira que mais consciência tem sobre o agronegócio, enquanto o Sudeste é o menos informado sobre o tema, levando à conclusão de que o agronegócio exibe contrastes: é respeitado e valorizado pela população urbana, mas distante e desconhecido”, comenta.

A análise de Tejon se baseia no fato de que o Sudeste registrou 60% de desinteresse pelo setor. Resultado semelhante foi encontrado quando o quesito levantado pela pesquisa foi o do grau de conhecimento da atividade do agronegócio: no caso do Sudeste, nada menos que 58,5% dos pesquisados afirmaram que não conheciam a atividade, percentual bem acima da média nacional, que ficou em 40,4%. Novamente o Centro-Oeste destoa e concentra a população urbana mais familiarizada com o assunto, pois apenas 4,1% disseram desconhecer o agronegócio. 

Entre os jovens urbanos, com idade de 16 a 24 anos, 48,7% afirmam não conhecer a atividade do agronegócio. Apesar do elevado índice de desconhecimento, o estudo apontou que 27,9% dos brasileiros urbanos relacionam, acertadamente, o agronegócio à agricultura.

No que diz respeito a classes sociais, os entrevistados das classes A e B, além de apresentarem maior conhecimento sobre a área, também fazem associações mais diversificadas com o tema, ressaltando além de agricultura (40,5%), também atividades pouco consideradas como relacionadas ao agronegócio, como comércio (16%) e produção e indústria (9,2%).

Os pesquisadores do IPESO também indagaram quais as profissões que, na avaliação dos moradores das 12 capitais analisadas, estão relacionadas com agronegócio. E a de engenheiro agrônomo, com 75,5% de citação, foi a mais lembrada. Em seguida, apareceram: engenheiro ambiental (51,5%), peão (45,5%), médico veterinário (37,5%), administrador (27,4%), nutricionista (25,2%), químico (22,6%) e economista (21,9%).

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