A pujança da produção agropecuária de Mato Grosso foi destaque na realização do 1º Fórum Superação – Desafiar para Crescer, na noite de terça-feira (12.04), no Cenarium Rural. O presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado, um dos debatedores do evento, demonstrou o tamanho da riqueza da produção do Estado e a possibilidade de seu crescimento, motivo pelo qual defende que Mato Grosso já tem as ferramentas para sair da atual crise.
“O que Mato Grosso tem muito, e todos podem ver, é produção agropecuária. Tem muito boi, e boi tem muita carne e muito couro; tem muito milho, e milho produz álcool, produz alimento para os animais, produz canjica e mais de cem subprodutos; tem muita soja, que produz farelo e óleo, e farelo produz carne de porco, de peixes, de frango, de bovinos; temos o algodão, que todo mundo veste”, elencou Prado ao público de cerca de 1,5 mil.
De comum acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a palestrante principal da noite, a empresária Luiza Helena Trajano, proprietária da empresa de varejo Magazine Luiza, enfatizou a riqueza do Estado a partir de sua produção agropecuária. “A agricultura daqui é uma maravilha! Acredito muito na terra, porque ela tem muito a nos ensinar. Temos é que expandir, rever nossa produtividade, pois o Brasil ainda produz pouco a partir dos recursos que tem”, pontuou.
Apontada como uma das mais esperadas saídas para o desenvolvimento do Estado, a industrialização dos produtos agropecuários precisa ter o seu momento certo, conforme comentou Rui Prado. Ele exemplificou explicando que 47% da soja que é produzida em Mato Grosso já são industrializados no país, parte dentro do Estado. E que o restante, que segue para exportação, representa um negócio interessante no momento por garantir a porção superavitária da balança comercial brasileira.
“A industrialização é um desafio para nós, que somos produtores, com toda essa matéria-prima que tem no Estado. Os 53% da soja que seguem para exportação e não são industrializados é porque não é negócio nesse momento, nesse local. Nós estamos aproveitando a oportunidade de exportar essa soja, o que gera superávit na balança comercial brasileira. O agronegócio, enquanto os outros setores vão tão mal, gera superávit na balança comercial. E o superávit primário controla a inflação no nosso país”, argumentou Prado.
A grande expectativa do setor para a industrialização, enfatizada no debate pelo representante dos produtores rurais, é quanto a produção de combustível a partir do milho. “Isso vai ser um boom em Mato Grosso. A indústria de produzir álcool a partir de milho já está caindo de maduro. A produção de milho é enorme. As indústrias que já produzem álcool a partir da cana, todas elas já estão se tornando ‘flex’, vão produzir a partir da cana e a partir do milho”, anunciou, informando que a segunda safra de milho tem sido tão expressiva quanto à safra principal, em geral, de soja, em Mato Grosso.
Pra finalizar, Rui Prado compartilhou sua mensagem de superação, mote do encontro: “temos que resolver essa crise a partir de domingo (17.04), com a aprovação na Câmara Federal do impeachment da presidente Dilma. E não importa o que a gente seja, tem que ‘correr atrás’. E Mato Grosso é um estado onde a gente ainda tem muito espaço para correr. Acredito que estamos na hora certa e no lugar certo”.
Participaram do “Talk Show” o governador Pedro Taques e representantes do setor da construção do Estado. O 1º Fórum Superação teve o patrocínio do Sistema Famato/Senar e foi realizado pela Rede Mato-grossense de Comunicação e a Associação dos Comerciantes de Material de Construção do Estado.