{"id":11401,"date":"2013-11-25T11:36:03","date_gmt":"2013-11-25T13:36:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sistemafamato.org.br\/senarmt\/2013\/11\/25\/o-brasil-esta-a-frente-dos-eua-na-gestao-social-da-propriedade-rural\/"},"modified":"2013-11-25T11:36:03","modified_gmt":"2013-11-25T13:36:03","slug":"o-brasil-esta-a-frente-dos-eua-na-gestao-social-da-propriedade-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafamato.org.br\/senarmt\/2013\/11\/25\/o-brasil-esta-a-frente-dos-eua-na-gestao-social-da-propriedade-rural\/","title":{"rendered":"O Brasil est\u00e1 \u00e0 frente dos EUA na gest\u00e3o social da propriedade rural"},"content":{"rendered":"<p>\nRicardo Arioli Silva e seu irm&atilde;o Rog&eacute;rio chegaram ao Mato Grosso, em 1987, para plantar soja e continuar a atividade iniciada pelo pai no Rio Grande do Sul. Vinte e quatro anos depois, em 2011, em sua fazenda em Campo Novo do Parecis, os irm&atilde;os Arioli come&ccedil;aram a participar do Programa Soja Plus de gest&atilde;o econ&ocirc;mica, social e ambiental da propriedade rural, uma novidade &agrave; &eacute;poca, e hoje uma iniciativa consolidada, com presen&ccedil;a no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais. Ricardo Arioli foi um dos fundadores do Soja Plus e diz, entusiasmado: &quot;acertamos a m&atilde;o ao criar esse programa. H&aacute; pa&iacute;ses que n&atilde;o chegam ao n&iacute;vel em que estamos. Isso impressiona positivamente&quot;.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Conte&uacute;do do curso<\/strong><br \/>\nOs Arioli, assim como os mais de tr&ecirc;s mil produtores rurais do Mato Grosso que participaram do Soja Plus, receberam inicialmente informa&ccedil;&otilde;es sobre a Norma Regulamentadora &#8211; NR 31 &ndash;, um conjunto de 256 regras relacionadas &agrave; sa&uacute;de e seguran&ccedil;a no trabalho. Essa capacita&ccedil;&atilde;o em sala de aula comp&otilde;e a parte te&oacute;rica do programa.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nPor meio de cursos ministrados por supervisores de campo e de materiais did&aacute;ticos e manuais t&eacute;cnicos fornecidos gratuitamente, os produtores elevam o padr&atilde;o de gest&atilde;o de suas propriedades. Na segunda etapa, eles recebem assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica individual em suas fazendas. &Eacute; nesse momento em que s&atilde;o indicados os locais nos quais devem ser afixadas as placas de sinaliza&ccedil;&atilde;o e, tamb&eacute;m, quando o produtor recebe as orienta&ccedil;&otilde;es que integram o sistema.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\n&quot;O Soja Plus &eacute; um marco na sojicultura do Mato Grosso e do Brasil&quot;, diz Arioli. Ele foi diretor da Aprosoja por seis anos e coordenador da Comiss&atilde;o Sustentabilidade S&oacute;cio-Ambiental. Atualmente, &eacute; consultor de assuntos internacionais da associa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>EUA X Brasil<\/strong><br \/>\nHabituado a visitar propriedades rurais nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil na sojicultura, ele compara: o Brasil est&aacute; &agrave; frente em quesitos referentes &agrave; seguran&ccedil;a no trabalho rural e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Os EUA, maiores produtores mundiais de soja e milho, n&atilde;o t&ecirc;m bacia de conten&ccedil;&atilde;o de tanques de combust&iacute;vel, por exemplo. Se houver vazamentos, o combust&iacute;vel pode contaminar o len&ccedil;ol fre&aacute;tico. No Mato Grosso, os propriet&aacute;rios aprendem com o Soja Plus a fazer essa conten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nArioli destaca outras diferen&ccedil;as que ele nota entre as fazendas do Mato Grosso, principal estado produtor de soja, e as norte-americanas. Por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de Equipamento de Prote&ccedil;&atilde;o Individual (EPI). &quot;L&aacute;, se h&aacute; um flagrante de n&atilde;o uso de EPI fornecido pelo patr&atilde;o, e se for lavrada multa, quem paga &eacute; o funcion&aacute;rio. No Brasil, a responsabilidade &eacute; do propriet&aacute;rio, pois assim define a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista&quot;.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nNos EUA, as fazendas de soja e milho empregam pouca m&atilde;o de obra terceirizada e, quando isso acontece, n&atilde;o h&aacute; alojamento para abrigar os funcion&aacute;rios, que tamb&eacute;m n&atilde;o recebem refei&ccedil;&otilde;es dos patr&otilde;es. No Brasil, a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista obriga a constru&ccedil;&atilde;o de alojamento e refeit&oacute;rio na fazenda. O trabalho nas propriedades norte-americanas &eacute; feito pelas fam&iacute;lias, que n&atilde;o s&atilde;o proibidas de utilizar a m&atilde;o de obra dos filhos menores.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nEsse &eacute; um tra&ccedil;o de cultura familiar nos EUA, onde o trabalho infantil rural &eacute; visto como necess&aacute;rio para a aprendizagem dos que um dia ser&atilde;o os herdeiros das fazendas. No Brasil, qualquer trabalho infantil &eacute; proibido.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nDe acordo com Ricardo Arioli, em mat&eacute;ria de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, o Brasil tamb&eacute;m est&aacute; &agrave; frente, pois a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; das mais rigorosas do mundo, com as exig&ecirc;ncias de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente (APPs) e de reserva legal (RL).<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Adequa&ccedil;&otilde;es<\/strong><br \/>\nNa fazenda dos Arioli, os manuais recebidos do Soja Plus &ndash; de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a no trabalho e de constru&ccedil;&otilde;es rurais &ndash; s&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es que viram pr&aacute;ticas no dia a dia. &quot;Na nossa rotina de contrata&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o deixamos de fora as quest&otilde;es legais. Fazemos exames admissional e demissional e adotamos o protocolo de entrega de documentos. Os funcion&aacute;rios recebem ficha de EPI. Quando ocorre a substitui&ccedil;&atilde;o desses equipamentos pelo uso, pegamos a assinatura do funcion&aacute;rio. Na oficina, s&atilde;o obrigat&oacute;rios m&aacute;scaras, &oacute;culos, luvas e aventais&quot;, explica Ricardo Arioli.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nEle nota que a fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Trabalho tem sido mais educativa do que punitiva com os produtores rurais que est&atilde;o sendo capacitados pelo Soja Plus. &quot;O programa &eacute; de capacita&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e o produtor precisa de tempo para implementar o conjunto de normas sobre sa&uacute;de e seguran&ccedil;a no trabalho&quot;, destaca.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nA Agropecu&aacute;ria Novocampo est&aacute; fazendo as adapta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias: &quot;mudamos o local de armazenagem de defensivos e o cercamos com tela, fizemos lavanderia de EPI e alojamento novo para os funcion&aacute;rios, colocamos placas informativas em todas as depend&ecirc;ncias da sede da fazenda, fizemos v&aacute;rias atividades com os funcion&aacute;rios, como palestras e treinamento, reformamos a cantina, fizemos mais um banheiro e a parede da cozinha recebeu azulejo&quot;, diz Ricardo Arioli.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nDe acordo com ele, das 256 normas da NR 31, faltam cerca de 25% para serem cumpridas em sua fazenda. &quot;Quando recebemos a visita da supervisora de campo do Soja Plus, s&atilde;o poucas as recomenda&ccedil;&otilde;es que ela deixa&quot;, comenta.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nPerguntado sobre as informa&ccedil;&otilde;es mais relevantes que recebeu do Soja Plus, para melhorar a gest&atilde;o de sua propriedade, Ricardo Arioli diz que a principal contribui&ccedil;&atilde;o do programa tem sido a motivacional. &quot;Notamos que a motiva&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios melhorou&quot;. Em outras palavras: se o patr&atilde;o diz o que precisa ser feito, isso soa como obriga&ccedil;&atilde;o imposta, mas, se um supervisor de campo ensina o que &eacute; correto, existe uma atitude de maior compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o por parte dos funcion&aacute;rios.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Sobre a entrevista<\/strong><br \/>\nEsta &eacute; a primeira de uma s&eacute;rie de entrevistas com produtores rurais do Mato Grosso que participam do Programa Soja Plus.<br \/>\nO objetivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias de &Oacute;leos Vegetais (ABIOVE) &eacute; mostrar a evolu&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o econ&ocirc;mica, social e ambiental da propriedade rural no principal estado produtor de soja do Pa&iacute;s e onde nasceu a iniciativa. Os organizadores do Soja Plus (www.sojaplus.com.br) s&atilde;o ABIOVE, APROSOJA e SENAR.<\/p>\n<p>\n&nbsp;<\/p>\n<p>\nO Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) oferece o programa Soja Plus e tamb&eacute;m o treinamento de <a href=\"http:\/\/sistemafamato.org.br\/portal\/senar\/fpr.php?CodCadeia=72&amp;CodCurso=38\">Seguran&ccedil;a no Trabalho &#8211; NR 31.8 Aplica&ccedil;&atilde;o de Agrot&oacute;xico<\/a>. Para solicitar, entre em contato com o Sindicato Rural de seu munic&iacute;pio. Saiba mais em nosso site <a href=\"http:\/\/www.senarmt.org.br\">www.senarmt.org.br<\/a> .<\/p>\n<p>\n<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Arioli Silva e seu irm&atilde;o Rog&eacute;rio chegaram ao Mato Grosso, em 1987, para plantar soja e continuar a atividade iniciada pelo pai no Rio Grande do Sul. 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