{"id":10682,"date":"2014-03-07T16:48:28","date_gmt":"2014-03-07T19:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sistemafamato.org.br\/senarmt\/2014\/03\/07\/adelaide-schneider-dal-maso-transformou-dor-em-incentivo\/"},"modified":"2014-03-07T16:48:28","modified_gmt":"2014-03-07T19:48:28","slug":"adelaide-schneider-dal-maso-transformou-dor-em-incentivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafamato.org.br\/senarmt\/2014\/03\/07\/adelaide-schneider-dal-maso-transformou-dor-em-incentivo\/","title":{"rendered":"Adelaide Schneider Dal Maso transformou dor em incentivo"},"content":{"rendered":"<p>\nA perda do marido e provedor da casa poderia ter destru\u00eddo a fam\u00edlia da produtora rural Adelaide Schneider Dal Maso (48). Por\u00e9m, ela conseguiu transformar a trag\u00e9dia familiar em incentivo para os neg\u00f3cios. &#8220;Na verdade n\u00e3o houve escolha, tive que enfrentar a situa\u00e7\u00e3o e assumir a lida na fazenda&#8221;, conta.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nO marido de Adelaide, Elenor Dal Maso, foi um dos pioneiros no munic\u00edpio de Sapezal (478 km de Cuiab\u00e1). Formou lavouras de arroz e soja na regi\u00e3o, entretanto, durante o trabalho em um silo de arroz um grave acidente tirou a vida do produtor, na \u00e9poca com 39 anos. Deixando mulher, um filho de 12, uma filha de nove anos e a propriedade rural de onde a fam\u00edlia tirava seu sustento.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nDepois de sofrer o luto, chorar a dor da perda, a sa\u00edda mais f\u00e1cil seria vender a fazenda ou arrendar a terra. Mas n\u00e3o era isso que Adelaide planejava. Com 34 anos, sem experi\u00eancia nenhuma na lida no campo, contudo, com muita vontade de manter vivo o sonho do marido, o de produzir na terra que conquistou, ela arrega\u00e7ou as mangas e \u00a0pois se \u00a0a aprender.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nAdelaide dedicou horas a entender como funciona o agroneg\u00f3cio. Ela participou de palestras e outros eventos do setor agropecu\u00e1rio, leu revistas e jornais especializados e h\u00e1 14 anos est\u00e1 \u00e0 frente da Fazenda Santa Rita. &#8220;A maior dificuldade era em rela\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00f5es do neg\u00f3cio, pois para o trabalho no campo a gente consegue contratar pessoas qualificadas e seguir na produ\u00e7\u00e3o, mas para desenvolver a empresa \u00e9 preciso ter conhecimento do Mercado&#8221;.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n&#8220;Nada foi f\u00e1cil. Tive que enfrentar muito preconceito. Por ser mulher recebi muitos olhares descrentes, gente que pensava &#8216;essa a\u00ed vai quebrar a cara&#8217;, mas com a ajuda de meus pais, j\u00e1 falecidos, e de amigos pr\u00f3ximos consegui continuar no campo e cultivar a terra&#8221;, lembra. &#8220;Hoje n\u00e3o percebo mais esses olhares. J\u00e1 no primeiro ano, quando conseguimos plantar e colher bem percebi que impus um certo respeito&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n&#8220;A fazenda tem 1100 hectares de terra, em 2013 produzimos 900 hectares de soja e 670 hectares de milho. Este ano devido \u00e0 queda no pre\u00e7o do milho registrada no ano passado vamos investir na planta\u00e7\u00e3o de 160 hectares de girassol&#8221;, revela.\u00a0 \u00c9 assim, sem lamentar, que Adelaida fala das altas e baixas do mercado e sempre com muita intimidade. Aprendeu a buscar as melhores fontes de informa\u00e7\u00e3o e que a qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra \u00e9 primordial para manter o sucesso no cultivo da terra.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nNo ano passado Adelaide participou junto com os filhos o engenheiro agr\u00f4nomo, Diego Dal Maso, hoje com 26 anos e a administradora Diana Dal Maso, agora com 23, do Programa Sucess\u00e3o Familiar, realizado pelo Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), com aulas de professores da a FIA (Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Administra\u00e7\u00e3o), institui\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 USP (Universidade de S\u00e3o Paulo). Idealizado pela Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Famato), o programa proporciona o desenvolvimento de herdeiros, s\u00f3cios e gestores para lidar com os desafios da longevidade das empresas de controle familiar do meio rural de Mato Grosso.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n&#8220;Fui um pouco resistente em participar do programa, pois \u00e9 sacrificante para a gente deixar a fazenda e ir a Cuiab\u00e1 assistir as aulas. Mas valeu a pena, principalmente porque os meus filhos est\u00e3o trabalhando na propriedade e todas as decis\u00f5es, ainda mais depois do programa, s\u00e3o tomadas em conjunto&#8221;, comenta. &#8220;A planta\u00e7\u00e3o de girassol \u00e9 um exemplo dessa decis\u00e3o conjunta. Agora mesmo estamos planejando a constru\u00e7\u00e3o de um armaz\u00e9m na propriedade, pretendemos implantar um plano de carreira para a empresa rural, enfim muita coisa que vimos no curso estamos trazendo para nosso dia a dia&#8221;.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nAo analisar tudo o que passou nesse per\u00edodo \u00e0 frente da Fazenda Santa Rita, Adelaide avalia que tomou a decis\u00e3o certa. &#8220;Alguns projetos ainda est\u00e3o por serem feitos, mas meu maior sonho que era de me manter na terra e criar meus filhos, consegui realizar&#8221;, comemora.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\nAssim como Adelaide h\u00e1 dezenas de outras hist\u00f3rias de mulheres que tiveram que tomar a frente nos neg\u00f3cios da fam\u00edlia para n\u00e3o sair no campo. Cada uma com seu motivo, aprendeu a administrar e a gerir o neg\u00f3cio. Mas para isso tiveram que conquistar um espa\u00e7o que at\u00e9 bem recentemente era ocupado somente pelos homens. Assim como Adelaide, essas outras mulheres tamb\u00e9m enfrentaram olhares descrentes, preconceito e,\u00a0 muitas vezes,\u00a0 tiveram que mostrar o quanto eram competentes para n\u00e3o serem enganadas e ludibriadas.<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n\u00c9 com orgulho que o Senar-MT conta esta e outras hist\u00f3rias de sucesso para homenagear as mulheres do campo nesta m\u00eas de maio, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perda do marido e provedor da casa poderia ter destru\u00eddo a fam\u00edlia da produtora rural Adelaide Schneider Dal Maso (48). 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