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18 de Dez de 2020

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AGRIHUB
Instituto AgriHub lança projeto para formar rede meteorológica em Mato Grosso
Arquivo Amaggi
 

Quando o assunto é clima, os produtores rurais estão sempre de olhos abertos. Para auxiliá-los e melhorar a apuração deste olhar, já que o tempo é um dos principais fatores para o bom desenvolvimento da safra, o Instituto AgriHub, ligado ao Sistema Famato, criou a Rede de Inovação e Investigação Meteorológica Mato-grossense (RIIMMT). O projeto tem o aporte financeiro de R$ 2 milhões do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT).

 

O investimento vai viabilizar a implantação, operacionalização e manutenção de uma rede de radares meteorológicos para ser utilizada na agricultura em Mato Grosso. “Com este suporte do Fase, começamos um piloto em novembro e que terá duração de dois anos. Junto com as informações dos radares da Amaggi, a nova estrutura permitirá, a princípio, a cobertura de 25% da área agrícola produzida no estado. Para atingir todo o estado, estimamos que será necessária a instalação de 15 radares”, informou o diretor executivo do Instituto AgriHub, Otávio Celidonio.

 

A empresa Amaggi – parceira do AgriHub junto com outras empresas como a Agroamazônia, Bayer e TMG – é a detentora do único equipamento atualmente em operação no estado. O equipamento, localizado no município de Sapezal, é do tipo banda X, tem abrangência de 70 quilômetros e é operado pela StartUp Agroclima-Pró.

 

“O radar permite uma visualização precisa e em tempo real das formações e deslocamento das nuvens, melhorando a previsão de curto prazo, que conhecemos como nowcasting, assim como vemos nas corridas de Fórmula 1”, explicou Celidonio.

 

Diferentemente da maioria dos estados do Brasil e de países com agricultura avançada, Mato Grosso não tem uma estrutura pública de radares. Por enquanto, somente a Amaggi tem um radar semelhante.

 

Benefícios – Segundo o diretor, o projeto poderá ajudar muito os produtores a programar atividades do dia a dia como as pulverizações e a colheita, evitando, por exemplo, aplicações de defensivos que sejam perdidos logo em seguida pela chuva. Além desta função, o radar contribuirá para estimar o volume de chuva acumulado por hectare com muito mais precisão do que os métodos tradicionais.

 

“Para quem trabalha com agricultura de precisão são informações fundamentais para entender o que de fato causou diferenças de produtividade dentro de um determinado talhão”, acrescentou.

 

Outro ponto fundamental, destacado por Celidonio, é que com as informações fornecidas pelo radar, as seguradoras poderão oferecer produtos em melhores condições aos produtores locais, já que a avaliação de risco será mais precisa e os custos de análise de sinistros serão reduzidos substancialmente.

 

“O equipamento ainda tem grande potencial para apoiar em ações de combate a incêndio, ajudando a identificar rapidamente focos de queimada, um problema que causa sérios prejuízos aos produtores e à população do estado, como vimos de uma forma muito mais acentuada este ano”, informou Celidonio.

 

 



Fonte: Ascom Famato
 

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