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02 de Jun de 2020

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FEBRE AFTOSA
Tudo o que você precisa saber sobre a retirada da vacina da Febre Aftosa em Mato Grosso
 
INSTRUÇÕES NORMATIVAS  
 
 NOVA! 

IN 48, de 14 de julho de 2020.

 

Aprova as diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa em relação à execução do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).

 

Confira a publicação: http://www.sistemafamato.org.br/portal/arquivos/20072020044421.pdf

 

Veja também  a IN 48 comentada pelo MAPA: http://www.sistemafamato.org.br/portal/arquivos/16092020024846.pdf

 

 INSTRUÇÕES NORMATIVAS COMPLEMENTARES 52, 23 E 36
 
 
 
 
 

ENTREVISTA CANAL RURAL

O programa Bom dia Senar, do Canal Rural, traz as informações sobre as exigências para a retirada da vacina que já foram atendidas em Mato Grosso. Confira no link abaixo: 

https://blogs.canalrural.com.br/canalruralmatogrosso/2020/06/12/febre-aftosa-saiba-quais-exigencias-para-a-retirada-da-vacina-ja-foram-atendidas-em-mt/ 

 

 

 LIVE DA CNA SOBRE A FEBRE AFTOSA

A informação é a melhor defesa: https://www.youtube.com/watch?v=ShBNHtfsa7k

 

INFORMAÇÕES 

 

Você sabia?

1- A retirada da vacinação contra a Febre Aftosa é uma grande oportunidade para o Brasil fortalecer o seu serviço de defesa estadual e também todo sistema de vigilância em saúde animal. E quem ganha com isso?

Em primeiro lugar, com certeza, o produtor rural. 

Um sistema de vigilância animal forte é sinônimo de segurança, o que impede a entrada e a disseminação de doença no Brasil, ou seja, evita prejuízo direto ao produtor.

O país livre das doenças consideradas graves pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) possibilita o aumento da procura por nossos produtos que, com segurança alimentar, têm passaporte livre para entrar em todos os mercados. Como resultado disso temos o reconhecimento internacional de que aqui a produção de alimento está em outro patamar. Somos competitivos porque produzimos em grandes volumes, mas somos bons porque produzimos com responsabilidade e entregamos um alimento seguro e de qualidade para a sociedade.

A partir dessa visão é importante que os produtores compreendam o seu papel como membro da sociedade, que passem a trabalhar de forma ativa para que o negócio continue prosperando. Defesa sanitária não é um problema do estado, mas sim de todos nós.

 

2- Você sabia que a retirada da vacinação contra a febre aftosa segue uma rigorosa avaliação técnica definida por organização internacional? E que essa avaliação é feita pelo MAPA, INDEA e apoiada pela iniciativa privada de Mato Grosso? 

Para avaliar se há circulação viral e consequentemente risco de novos focos são realizados estudos soroepidemiológicos em propriedades rurais com bovinos em determinados períodos. Os estudos são ferramentas que comprovam que não há circulação do vírus, portanto isso garante segurança na tomada de decisão para suspender a vacinação. 

 

3- Para complementar as ações de defesa sanitária no Estado, os produtores podem contar com o Fesa-MT (Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso). O que isso significa na prática para os produtores?

O Fesa-MT é uma associação civil sem fins lucrativos que tem por objetivo receber, administrar e aplicar os recursos financeiros em ações de defesa sanitária animal. Por isso é um grande parceiro dos produtores e do Indea. No último ano, o Fesa vem promovendo algumas ações como:

  • Reforma e readequação das unidades de atendimento do Indea, garantindo assim maior conforto e comodidade aos produtores.
  • Locação e manutenção de veículos para que o Indea faça os atendimentos aos produtores.
  • Implantação e Aperfeiçoamento dos sistemas informatizados do Indea, por exemplo, a possibilidade da emissão da GTA eletrônica feita pelo produtor.
  • Na faixa de fronteira o Fesa auxiliou o Indea, disponibilizando veículos e diárias dos funcionários para manutenção da fiscalização.
  • O Fesa atua também proporcionando o envio de material biológico para exames específicos em laboratórios de referência em todo o país.
  • Viabiliza a capacitação de médicos veterinários, servidores do Indea para atendimentos de emergência sanitária animal em formas de simulados.

Todas essas ações são medidas preventivas que auxiliam o serviço de defesa para que o vírus da febre aftosa não entre em nosso Estado. Mas, além disso, o Fesa desempenha papel essencial para a defesa estadual ao oportunizar recurso financeiro e suporte operacional para o atendimento emergencial.

Caso ocorra foco de febre aftosa no estado, nitidamente considerada uma situação de emergência, o Fesa aporta recursos imediatos para que a operação do sistema de defesa funcione efetivamente.

O sistema emergencial é semelhante ao Corpo de Bombeiros, precisa de profissionais treinados, com capacidade técnica para liderar grupos de pessoas que irão conter a doença de forma rápida e o mais eficiente possível.

Além do Fesa atuar de forma efetiva para conter a disseminação do vírus numa possível emergência, o pecuarista de Mato Grosso fica mais aliviado por saber que 50% de todo recurso contido no Fesa existe para ressarci-lo financeiramente, atenuando os danos causados pela aftosa.

Desde sua criação o FESA-MT já realizou mais de 300 ações, aportando mais de R$ 48 milhões em Defesa Sanitária Animal como: ações de emergências sanitárias animal, projetos de educação sanitária, capacitações (médicos veterinários, técnicos, produtores rurais e comunidades) e indenizações a produtores rurais acometidos por moléstias de risco grave economicamente.

Caso queira conferir o portal de transparência do Fesa-MT ou necessite imprimir a guia de recolhimento, acesse o site: http://www.fesamt.com.br/site/

 

4- Qual o impacto da retirada da vacinação da febre aftosa sobre a pecuária no Estado de Mato Grosso?

 

Para melhorar a tomada de decisão, a iniciativa privada solicitou ao Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) uma análise, veja o que apontou o estudo.

Acesse aqui a análise: http://www.sistemafamato.org.br/portal/arquivos/31082020043725.pdf

 

5- Quais são os maiores gargalos para o avanço da retirada da vacinação de febre aftosa em Mato Grosso?

 

Apoio político: O grupo gestor vem buscando sensibilizar os deputados e o governador, demonstrando que há necessidade de maior envolvimento da classe política nesse processo e que seu apoio é fundamental.

Disponibilidade financeira: O Indea necessita de maiores investimentos e de maior aporte financeiro para o custeio. Atualmente os recursos destinados para a manutenção do órgão não são suficientes e muitas vezes ficam contingenciados pelo governo, fazendo com que algumas atividades de campo sejam prorrogadas ou não sejam executadas.

Impacto da Covid-19: A pandemia e o agravo financeiro das contas públicas prorrogaram por um ano a retirada da vacinação no Bloco IV, onde a maior parte do Estado de Mato Grosso é pertencente. Entretanto, a sociedade rural e o governo do estado precisam discutir se a retirada da vacinação pode ou não trazer benefícios econômicos. Num momento de reconstrução mundial, os produtos agropecuários do Brasil poderão entrar com maior facilidade em mercados até então fechados para nós. Talvez esta seja uma grande oportunidade que corremos o risco de perder, se não evoluirmos sanitariamente para o período de pós pandemia. 

 

6- Você sabe por que a vacina contra a Febre Aftosa não é a ferramenta mais eficiente nessa etapa do processo com o vírus erradicado do nosso território? 

 

O último foco de febre aftosa em Mato Grosso ocorreu em 1996. Já são 24 anos sem a doença e se não há circulação do vírus, então por que continuar vacinando? A imunização gera custo aos produtores de Mato Grosso, que desembolsam cerca de R$ 60,23 milhões por ano apenas com a aquisição da vacina, sem contar a mão de obra.

A vacina é efetiva para impedir a circulação do vírus entre os indivíduos susceptíveis quando há o vírus na população. Entretanto, a partir do momento em que não existe o vírus circulante, a melhor medida de controle é impedir a sua entrada. Para isso, é mais inteligente adotar outras medidas de proteção, como o fortalecimento do serviço de defesa, o controle efetivo da circulação de animais e a vigilância sanitária rígida, principalmente na faixa de fronteira.

No Brasil, os estados que ainda fazem a vacinação gastam aproximadamente R$ 430 milhões por ano com a aquisição da vacina. A vacina utilizada é bivalente, contendo apenas os vírus tipos O e A, dos 7 tipos de vírus existentes no mundo.

Mesmo que o estado de Mato Grosso ou o Brasil vacinem eternamente o rebanho isso não garante ou não impede a entrada do vírus. Se animais doentes ou materiais contaminados pela febre aftosa entrarem em nosso estado, a chance de termos animais acometidos é altíssima, mesmo que estejam vacinados. Isso é comprovado cientificamente. Como exemplo temos o caso da Colômbia que, mesmo vacinando o rebanho, recentemente teve a introdução do vírus em seu território pela entrada de bovinos infectados vindos da Venezuela. 

 

7- O que a Famato, como entidade que representa os produtores rurais, defende?

 

Mais do que apenas defender uma posição, a Famato e o grupo gestor estão trabalhando ativamente para fortalecer o sistema de defesa animal e vegetal do estado de Mato Grosso. 

A Famato faz parte da Equipe Gestora Estadual coordenada pelo Indea, assim como outras entidades do setor produtivo. De 2018 até maio de 2020 foram realizadas dezenove reuniões para gerenciar as 41 ações do plano estratégico de retirada da vacinação elaborado pelo Ministério da Agricultura (Mapa). Boa parte dessas ações estão concluídas ou em andamento. 

Para atingir o objetivo desejado, a Famato defende a criação e a manutenção de condições sustentáveis ao longo prazo, com maior aporte de recurso financeiro do Governo Federal para a região de fronteira, e investimento do Governo de Mato Grosso no Indea. Isso melhorará a capacidade de atendimento do órgão de defesa, a partir da habilitação dos servidores para que executem as medidas de prevenção com perfeição, reduzindo assim a probabilidade da entrada do vírus da febre aftosa no estado. 

Para evoluir, entendemos a necessidade de fortalecer as parcerias público-privadas com o Indea e o produtor rural caminhando lado a lado, buscando a melhor maneira para modernizar a defesa agropecuária.

Depois de todos esses anos de luta contra a febre aftosa com o apoio incondicional dos produtores rurais, esperamos que em 2022, após a validação de todos os pontos anteriormente mencionados, venha a certeza de que é sim seguro e possível a retirada da vacinação, com a continuidade do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).

 

8 - No Estado de Mato Grosso o município de Rondolândia e partes dos municípios de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína fazem parte do Bloco I.

 Teste

 

O QUE OS PRODUTORES QUE POSSUEM PROPRIEDADES NO BLOCO I PRECISAM SABER?

 

SOBRE A ENTRADA DE ANIMAIS NA PROPRIEDADE SEM VACINAÇÃO

 

 

  •  Não é permitida a entrada de bovinos e bubalinos originários de áreas que ainda aplicam a vacinação contra a febre aftosa.
  • Bovinos e bubalinos somente entraram na propriedade se forem de outras áreas sem vacinação contra a febre aftosa.

 

  •  Ovinos, caprinos e suínos podem entrar, mas devem cumprir os seguintes requisitos:​
  1. Não tenham sido vacinados contra a febre aftosa.
  2. Tenham nascido ou permaneceram em zona livre de febre aftosa com vacinação por período mínimo de 3 (três) meses antes do embarque.
  3. Estejam identificados individualmente de forma permanente ou de longa duração (brinco ou tatuagem).
  4. Foram feitos testes de diagnóstico com resultados negativos para febre aftosa, em até trinta dias anteriores ao embarque (exceto Granjas de Reprodutores Suínos).
  5. A carga deverá estar lacrada na origem.

 

PARA A SAÍDA DE ANIMAIS DA PROPRIEDADE SEM VACINAÇÃO

 

 

 

  • Os bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos do bloco I (sem vacinação) podem ser enviados para todo o Brasil. (Entretanto, verifique as exigências temporárias específicas para Santa Catarina).

Exigências de Santa Catarina: http://www.sistemafamato.org.br/portal/arquivos/16092020025053.pdf

  •  Em caso de regresso dos animais, consulte as exigências na Instrução Normativa 48/20 ou entre em contato com o INDEA. 

 Para outras informações fale com o INDEA.

 

SOBRE O TRÂNSITO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL PARA O BLOCO I

 

 

Todo produto ou subproduto (carne e leite) obtido de animais susceptíveis à febre aftosa, originários de zona livre de febre aftosa (com ou sem vacina), terão livre trânsito em todo o território nacional, exceto cabeça e seus linfonodos, laringe e língua que deverão passar por tratamento para inativar o vírus da febre aftosa.

 

O QUE OS PRODUTORES QUE POSSUEM PROPRIEDADES NO BLOCO IV (com vacinação) PRECISAM SABER?

  • Não é permitido enviar bovinos e bubalinos para cria, recria e engorda para zonas sem vacinação.
  • Podem enviar animais vivos para exportação ou para abate em estabelecimentos localizados em zonas sem vacinação (carga lacrada). Consulte as rotas autorizadas pelo INDEA e pelos estados de destinos antecipadamente.
  • Para o trânsito de animais entre regiões de mesmo status sanitário, não há alterações.

 

 

FIQUE ATENTO

Nos próximos dois anos o MAPA e o INDEA farão testes sorológicos nos animais para constatar a ausência de circulação viral. Esse procedimento é uma exigência internacional que certamente trará ganhos futuros a todos. 

Com a retirada da vacinação contra a febre aftosa no Bloco I, os produtores rurais que não vacinarão mais seus bovinos e bubalinos, deverão comunicar ao INDEA o estoque atualizado de seus animais. 

Segue abaixo a Folha para Comunicação de Atualização de Estoque de Rebanho na Zona Livre Sem Vacinação.

Amigo produtor rural, vamos juntos colaborar com a defesa sanitária animal e fazer nosso Mato Grosso mais forte.

 

 

Formulário e Instrutivo

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/FORMUL%C3%81RIO+TUDO.pdf/c29dd018-1de9-6671-c56a-ced4efc9e8b7

 

Lista de propriedades que não vacinarão em Aripuanã

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/LISTA+ARIPUAN%C3%83.pdf/cc223810-8308-4daf-339f-817e4d32efff

 

Lista de propriedades que não vacinarão em Colniza

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/LISTA+COLNIZA.pdf/8b6d57bf-8796-d6f2-ef28-f1cbf3544f04

Lista de propriedades que não vacinarão em Comodoro

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/LISTA+COMODORO.pdf/a6b7ada8-fe6d-389f-8120-043ca1472582

Lista de propriedades que não vacinarão em Juína

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/LISTA+JU%C3%8DNA.pdf/ac766173-5c12-2fec-46dc-f4c7e21e5b6c

Lista de propriedades que não vacinarão em Rondolândia

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/14252455/LISTA+RONDOL%C3%82NDIA.pdf/af824474-b15b-a0f5-13a2-0a4d9a862d3b

Plano Estratégico da Retirada da Vacinação

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/plano-estrategico-pnefa-2017-2026

 

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/vacinacao/Plano_estrategico_versao_2019pt.pdf

 

Manuais, relatórios e legislações sobre Febre Aftosa

Para mais informações sobre a Febre Aftosa em manuais, relatórios e legislações, acesse o link abaixo.

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/manuais-e-relatorios

O que é Febre Aftosa?

A Febre Afosa é uma doença de rápida disseminação no rebanho, que causa febre, seguida pelo aparecimento de aftas na boca e feridas nos pés e tetos de bovinos, búfalos, porcos, carneiros e cabras.

Sinais da Febre Aftosa

Os animais apresentam babeira, manqueira, dificuldade de se alimentar, perda de apetite, dor nos tetos ao ordenhar ou amamentar, febre e inquietação.

Animais doentes?

Comunique imediatamente ao INDEA-MT mais próximo ou ligue para o:

  DISQUE AFTOSA  0800653015

 

Ou aponte a câmera do celular para o QR CODE:

AVISO DE ANIMAIS DOENTES

 

Mais informações do MAPA sobre a Febre Aftosa?

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal

 

Perguntas e respostas sobre a Febre Aftosa

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/8520184/Perguntas+e+Respostas+Febre+Aftosa_Vers%C3%A3o+1.0.pdf/8d8cba33-2a99-840c-039e-c2e5886e2d0d

 

Resultados da vacinação em Mato Grosso (maio de 2020)

http://www.indea.mt.gov.br/documents/363967/8520184/Resumo+da+vacina%C3%A7%C3%A3o_Maio_2020_site.xlsx/7109bdc2-5ff2-0438-584e-9b96bd89e483

 



Fonte: Ascom Famato
 

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