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14 de Fev de 2019

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AGRICULTURA INDÍGENA
Encontro histórico de agricultores indígenas tem a presença e o apoio do Sistema Famato
Ascom Famato
 

O Sistema Famato, representado pelo presidente Normando Corral, participou na quarta-feira (13/01) do 1º Encontro Nacional de Agricultores Indígenas, que aconteceu na Aldeia Matsene Kalore, em Campo Novo do Parecis. O evento durou três dias, 11,12 e 13 de fevereiro, e teve a participação de 71 etnias indígenas do Brasil.

 

“O que aconteceu aqui hoje é uma virada de página. Sempre questionei por que a comunidade indígena não pode plantar em suas terras. Todos brasileiros podem plantar em suas terras, sejam eles descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, alemães, japoneses, não importando sua origem. Então, por que não os índios que são tão brasileiros quanto?  Isso tem que mudar. Vocês podem percorrer o mundo e não encontrarão nenhum país que tenha deixado solos com aptidão agrícola como a que temos aqui, com sua cobertura vegetal nativa e, portanto, improdutiva. Todos os países lançaram mão de seus recursos naturais para serem ricos. Nós também temos os nossos e podemos e devemos utilizá-los. Esse evento é o marco inicial e torno a repetir uma grande virada de página”, discursou Normando Corral.

 

O presidente destacou para as comunidades indígenas a importância do conhecimento para a expansão da agricultura. “As fronteiras físicas de expansão agrícola do país e do mundo estão terminando, mas já se iniciou a expansão da fronteira do conhecimento. Para conseguirmos produzir mais e melhor, vamos ter que aplicar cada vez mais conhecimento, técnicas e tecnologias para se produzir mais em menos, e, para isso, não só a Famato, mas, principalmente, o Senar-MT, que qualifica o produtor rural com mais de 300 cursos, está à disposição de todos os produtores rurais, índios ou não índios”, declarou o presidente.

 

A comunidade indígena Parecis tem o envolvimento de aproximadamente 3 mil indígenas. Entre as principais atividades agrícolas estão a produção de soja, milho, arroz e feijão. Além disso são produzidas abóbora, batata, batata-doce e outros.  

 

Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária dos Povos Indígenas Haliti-Parecis, Nambikwara e Manoki (Coopihanama), Ronaldo Zokezomaiake Paresi, na Safra 18/19, foram semeados 8,7 mil hectares de soja e 1 mil hectares de arroz. Para a safrinha, a previsão é de cerca de 7,7 mil hectares de milho convencional, 6 mil hectares de feijão, 1,4 mil ha de girassol e 500 ha de milho branco.  

 

Para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, o evento representa o renascimento da política brasileira. “O exemplo de vocês nos impulsiona a acabar com a miséria e a manipulação que existe com os povos indígenas do nosso país. O que vocês indígenas estão fazendo aqui é uma revolução na agricultura. Esse evento será um exemplo para o Brasil e o mundo de que é possível sim, ser indígena, cultivar a cultura e ainda produzir”, destacou a ministra.

 

Tereza Cristina falou da importância da representatividade da Famato para os produtores rurais. “O presidente Normando Corral, que aqui representa os produtores rurais mato-grossenses, mostra a realidade da agricultura moderna e a potência que é esse setor aqui em nosso Mato Grosso. Vocês são os maiores produtores de soja do Brasil. E vocês, produtores indígenas, estão aqui hoje, lado a lado com a representação maior dos produtores rurais”, afirmou a ministra.

 

O ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o governo brasileiro reconhece a autonomia das comunidades indígenas do país, do direito de escolha, de prosperar, gerar riquezas e de viver de acordo com suas tradições. “Os indígenas têm o direito de não serem manipulados por grupos que usam temas como meio ambiente, a cultura indígena e vários outros aspectos como formas de arrecadar recursos e se enriquecerem ilicitamente”.

 

O governador Mauro Mendes e a ministra Tereza Cristina receberam da comunidade Parecis um documento com as principais reivindicações de apoio na manutenção e ampliação das produções em terras indígenas. 

 

Mauro Mendes afirmou que vai priorizar ações voltadas para os povos indígenas em seu governo. “Faremos o que for necessário para que os marcos legais em favor dos agricultores indígenas do nosso estado se concretizem. Vamos destravar, desburocratizar o sistema e garantir a dignidade e a cultura indígena. Vamos garantir o direito de produzir e a manutenção do meio ambiente”, disse o governador.

 

Além da solenidade, as autoridades visitaram a Coopihanama, instalada na aldeia, e uma das lavouras de soja.

 

O evento teve a presença  de deputados estaduais Xuxu Dalmolin e Dr João, dos deputados federais José Medeiros e Alceu Moreira, que é o novo presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Secretário de Desenvolvimento Econômico César Miranda, os presidentes da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, e da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Brás, do Sindicato Rural de Tangará da Serra Reck Jr, General Mello representante da Fundação Nacional do Índio (Funai), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), o prefeito municipal de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado, autoridades municipais e produtores rurais da região.

 

 



Fonte: Ascom Famato
 

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